São Paulo recebe nesta quinta-feira (24) uma conferência internacional dedicada aos desafios de uma população que vive cada vez mais. O encontro será realizado no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, e reunirá especialistas, representantes de cidades, consulados e organismos internacionais para discutir envelhecimento saudável, saúde mental, cuidados de longa duração e planejamento urbano.
A programação integra o Fórum & Festival Longevidade 2026, que acontece entre 24 e 26 de setembro e reúne debates sobre cidades, inovação, cultura, finanças e qualidade de vida.
Envelhecimento muda prioridades das cidades
O aumento da expectativa de vida cria novos desafios para sistemas de saúde, transporte, habitação, assistência social e planejamento urbano.
À medida que cresce a parcela da população idosa, cidades precisam adaptar calçadas, equipamentos públicos, serviços de saúde e redes de cuidado para atender pessoas com diferentes graus de autonomia.
Também ganha importância a criação de espaços que estimulem convivência, atividade física, participação cultural e manutenção de vínculos sociais.
Saúde mental e envelhecimento saudável estão no centro do debate
A conferência terá uma sessão dedicada ao panorama global do envelhecimento saudável e da saúde mental, com participação de uma representante da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.
O tema ganhou importância porque viver mais não significa necessariamente viver mais anos com independência e qualidade de vida.
Prevenção de doenças crônicas, atenção à saúde mental, acesso a atividades físicas, alimentação adequada e acompanhamento médico fazem parte das estratégias discutidas internacionalmente para ampliar a chamada expectativa de vida saudável.
Experiências de outros países serão apresentadas
Representantes de Alemanha, Espanha e Japão participam de uma roda de conversa sobre políticas públicas voltadas à população idosa.
A programação também inclui uma apresentação sobre a experiência de San Juan, em Porto Rico, com estratégias urbanas voltadas a diferentes faixas etárias.
A comparação entre cidades permite identificar soluções que podem ser adaptadas a contextos locais, especialmente em áreas como mobilidade, assistência, moradia e integração comunitária.
Cuidados de longa duração ganham atenção
Outro ponto da agenda envolve a necessidade de estruturar redes de cuidado capazes de acompanhar pessoas que perdem parte da autonomia ao longo do envelhecimento.
Esses cuidados podem envolver familiares, profissionais de saúde, cuidadores, serviços domiciliares e instituições especializadas.
O desafio é criar modelos que combinem segurança, qualidade de vida e sustentabilidade financeira sem isolar a pessoa idosa do convívio social.
São Paulo já integra rede internacional voltada à população idosa
Em 2025, São Paulo recebeu certificação da Organização Mundial da Saúde como Cidade Amiga do Idoso.
A conferência apresentará um plano de ação municipal relacionado à participação da cidade na Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas da Pessoa Idosa.
A iniciativa busca organizar ações em diferentes áreas e ampliar a troca de experiências com outras cidades que também enfrentam mudanças demográficas.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, discussões como essas deixam de ser restritas à saúde e passam a envolver planejamento urbano, economia, trabalho, moradia e relações sociais.
Foto ilustrativa: Vlada Karpovich / Pexels.








