O Brasil realiza nesta semana a oitava edição do Exercício Guardião Cibernético, um grande simulado voltado à preparação para ataques contra sistemas digitais e infraestruturas estratégicas. A operação reúne mais de 1,3 mil participantes de cerca de 300 organizações, além de representantes de outros 14 países.
O exercício é coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército, em parceria com a Marinha e a Força Aérea Brasileira, e ocorre simultaneamente em Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba.
Simulações envolvem água, energia, telecomunicações e sistema financeiro
Os participantes enfrentam cenários que reproduzem ataques complexos e coordenados contra ambientes digitais semelhantes aos usados por organizações reais.
Entre os setores representados estão abastecimento de água, energia, telecomunicações e mercado financeiro, áreas consideradas críticas porque uma interrupção pode afetar serviços básicos e operações de grande escala.
O objetivo é testar planos de contingência, comunicação entre instituições e capacidade de resposta diante de incidentes que atinjam diferentes sistemas ao mesmo tempo.
Exercício vai até sexta-feira
A programação ocorre entre 21 e 25 de setembro. No Rio de Janeiro, uma das bases utilizadas é o Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações da Firjan.
Além das Forças Armadas, participam órgãos públicos, entidades reguladoras e operadores de infraestrutura.
A presença de representantes estrangeiros permite comparar procedimentos e ampliar a cooperação em segurança digital, uma área em que ataques frequentemente atravessam fronteiras.
Cibersegurança virou parte da defesa de serviços essenciais
Sistemas digitais estão presentes em praticamente toda infraestrutura moderna. Redes de energia, bancos, telecomunicações, transporte e operações industriais dependem de computadores e sistemas de controle que podem se tornar alvos de ataques.
Por isso, exercícios desse tipo não se limitam ao ambiente militar. Uma falha em empresas privadas ou concessionárias também pode provocar impacto em serviços essenciais.
A preparação envolve tanto medidas técnicas quanto procedimentos de comunicação, tomada de decisão e recuperação dos sistemas afetados.
Treinamento tenta antecipar cenários de crise
Um dos principais objetivos de simulados é encontrar falhas antes de um incidente real. Durante os exercícios, equipes podem identificar problemas de integração, demora na resposta ou dificuldades na troca de informações entre organizações.
Essas descobertas podem ser usadas posteriormente para revisar planos de contingência e protocolos de segurança.
Foto ilustrativa: Arnold Francisca / Unsplash.








