Mulheres que planejam viajar sozinhas ganharam um material com orientações práticas para organizar deslocamentos, escolher hospedagem, reduzir riscos e identificar canais de apoio. O Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas reúne recomendações que podem ser aplicadas desde a preparação da viagem até situações que exijam ajuda durante o roteiro.
O material, elaborado no âmbito do governo federal em cooperação com a Unesco, também apresenta dados de uma pesquisa realizada com 2.712 brasileiras. Entre as participantes, 72,6% apontaram o lazer como uma das razões para viajar sozinhas, enquanto 65,1% citaram independência e liberdade.
Planejamento começa antes do embarque
Uma das principais recomendações é pesquisar previamente o destino e organizar pontos importantes do roteiro antes da saída. Isso inclui avaliar como serão feitos os deslocamentos, verificar a localização da hospedagem e manter acessíveis contatos que possam ser utilizados em caso de necessidade.
O guia também recomenda verificar prestadores de serviços turísticos. No Brasil, o Cadastur permite consultar empresas e profissionais cadastrados no Ministério do Turismo, oferecendo uma referência adicional durante a escolha de determinados serviços.
Outra medida útil é compartilhar informações básicas do roteiro com alguém de confiança, principalmente quando houver deslocamentos longos ou visitas a locais menos conhecidos. Isso não elimina riscos, mas cria uma camada adicional de organização.
Cuidados com transporte e hospedagem
Nos deslocamentos por aplicativos, a orientação é conferir a placa, o modelo do veículo e a identificação do motorista antes de entrar. Também é possível acompanhar o percurso pelo próprio aplicativo e compartilhar a rota com uma pessoa de confiança.
Na hospedagem, medidas simples podem aumentar a privacidade. O material sugere solicitar contatos da recepção e dos canais locais de apoio e evitar que o número do quarto seja anunciado em voz alta diante de outras pessoas.
A localização do hotel, pousada ou imóvel também deve entrar na avaliação. Além do preço, é útil considerar a facilidade de transporte, iluminação das áreas próximas e opções disponíveis para chegar e sair do local em diferentes horários.
Como agir diante de assédio ou situação de risco
O guia orienta que estabelecimentos e prestadores de serviços ofereçam atendimento adequado quando uma viajante relata uma situação de violência ou assédio. Dependendo da situação, a mulher pode procurar funcionários da hospedagem, do transporte ou do estabelecimento onde estiver.
Em uma emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 — oferece informações sobre direitos e serviços da rede de atendimento e também recebe denúncias de violência.
Ter esses contatos salvos antes da viagem pode evitar a necessidade de procurar números durante uma situação de estresse. Também é recomendável manter documentos e meios de pagamento de forma organizada e, quando possível, ter uma alternativa para comunicação caso o celular principal fique indisponível.
Pesquisa mostra diferentes motivações para viajar sozinha
Os dados apresentados no material ajudam a mostrar que a viagem solo feminina não está ligada a uma única motivação. Lazer aparece com destaque entre as mulheres ouvidas, mas independência e liberdade também têm peso importante.
O levantamento ouviu 2.712 brasileiras e os percentuais se referem especificamente às participantes da pesquisa. Por isso, os números não devem ser interpretados automaticamente como representação de todas as mulheres brasileiras.
Além de reunir orientações para as próprias viajantes, o guia chama atenção para a responsabilidade de empresas e profissionais do setor turístico na criação de ambientes mais seguros. Transporte, hospedagem, bares, restaurantes e demais serviços fazem parte dessa experiência.
Para quem pretende fazer uma viagem solo, a principal utilidade do material é transformar preocupações genéricas em ações concretas: pesquisar o destino, planejar deslocamentos, verificar serviços, proteger informações pessoais, manter contatos de emergência acessíveis e saber previamente onde procurar ajuda.








